terça-feira, 2 de setembro de 2008

Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa

Não é de hoje que os integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CPLP) pensam em unificar as ortografias de nosso idioma. Os trabalhos da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa tiveram início em 1980 e consumiram dez anos de negociações até o acordo ortográfico ficar pronto. No Brasil, o Congresso Nacional aprovou o texto em 1995, mas sua implementação ficou "na gaveta", à espera da aprovação pelos parlamentares de Portugal. Agora, basta um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a nova grafia entre em vigor no país(a previsão é que isso ocorra em 2009).

Mesmo sem o decreto presidencial, a Comissão de Língua Portuguesa(Colip), do Ministério da Educação, já propôs que a reforma entre em vigor no próximo dia 1º de janeiro. Estima-se que o período de transição para a nova norma dure três anos.

Se a proposta do MEC for cumprida, todos os textos produzidos a partir de 2009 terão de ser impressos segundo as novas regras linguisticas(uma delas é o fim do trema). Vestibulares, concursos e avaliações poderão aceitar as duas grafias como corretas até 31 de dezembro de a2011. Quanto aos livros didáticos, deve haver um escalonamento. A partir de 2010 os alunos de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental receberão os livros dentro da nova norma- o que deve ocorrer com as turmas de 6º ao 9º ano e de Ensino Médio, respectivamente, em 2011 e 2012. ( Texto da Revista NOVA ESCOLA, edição especial. Manual da Nova Ortografia , São Paulo. Agosto,2008)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Memorial II_ Descobrindo o "meu" Livro.

Mas foi somente ao ler Cem Anos de Solidão que entendi pois," é só lendo despretensiosamente que se descobre o 'Seu livro'". Havia descoberto o meu livro aos 22 anos. Lia vorazmente e então senti necessidade de relê, mais do que ler. Reli a história dos Buéndia, e então vi que não era o mesmo Livro, havia mudado o sentido, então reli o surgimento de Macondo e me extasiei com o novo livro que descobri. Não me atentei, naquele momento, mas havia feito uma descoberta, que só hoje estou relatando nesse Memorial e na qual não teria pensando não fosse este, "reler é melhor que ler". Foram releituras que me ajudaram a descobrir que uma obra literária não está completa, ou seja, ela não está formada, está a espera de sentido, esse quem o dará é o leitor...

E nós, também estamos a espera de um sentindo, e esse, muitas vezes, vem na leitura de um bom livro...Respostas são encontradas...Novas formas de pensar a vida...

Relendo vejo um certo sentimentalismo, nesse Memorial, tentei modificar, mas não pude, perderia sua essência, minha essência, pode parecer patético, sei que às vezes sou, mas não encontrei palavras diferentes para exprimir minhas experiências pessoais com a leitura que me trouxeram até aqui.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Memorial_ Descobrindo a Leitura

Pensar em quando decidi enveredar pelos caminhos da leitura é rememorar a minha infância e lembrar dos meus primeiros contatos com a literatura, aqui tomo a liberdade de chamar "literatura", os gibis infantis, as histórias de Cordel que meu pai contava em casa e os textos didáticos que já á época me encantavam, mas que logo inventava um significado, até saber o verdadeiro e muitas vezes ficar decepcionada.
Esse contato inicial, da descoberta do prazer "leitura" foi só evoluindo com o passar dos anos letivos. Os primeiros livros que ganhei, Polyana, Meu Pé de Laranja Lima, Éramos Seis, dos quais tenho nítida a imagem da emoção que me causou essas leituras, como eu me identificava com as personagens, seja Zezé que só tinha como amigo um pé de laranja lima com o qual conversava e chorava as "surras" que levava da mãe, ou D. Lola, que eu achava que era a minha própria mãe? Lutadora, sempre cuidando dos filhos, trabalhando e muito bondosa, ou Polyana, a menina órfã criada pela tia, que me fazia agradecer por ter mãe e temer sua perda. Quando penso em Leitura, remeto-me sempre a essas primeiras experiências que marcaram muito e que me preparam para as leituras futuras...
Havia uma ânsia por escrever algo, e eu sempre sublimava, lendo, quando pensava em escrever e não sabia por onde começar, corria para a Biblioteca da escola e "atacava" os Mitos, Perseu, O Minotauro, Eros e Psique, ou mais tarde a Literatura Brasileira, Vidas Secas, confesso que Machado de Assis demorou a me encantar, só na Graduação pude entender o porquê! E questionei muito por que os professores não direcionavam a leitura da obra Machadiana a partir de seus contos, bem mais interessantes para a faixa etária adolescente? E assim conheci várias estórias ainda mais inimagináveis e sentia que não podia escrever nada, ainda não estava preparada. Li e pouco escrevi. Isso sempre me intrigou.Como surgiam as idéias, as estórias, a inspiração de um escritor? Em que momento aparecia aquela "Lâmpada" sobre sua cabeça e decidia escrever uma obra?
Já na graduação, observei que apesar de ter lido muito(pelo menos era isso o que eu achava) não havia lindo nada. Foi um choque, ouvir nomes com Oscar Wilde, Edgar Alan Poe, Karl Marx, Camões, Foucalt, Borges, Garcia Lorca, Noll, Florbela, Flaubert, Balzac e tantos outros de quem não havia lindo nada, e os clássicos? então corri atrás do tempo perdido(ou ainda não chegado). Li, li e li. E a sede de ler mais, nunca era saciada e sempre havia muito mais a ler e entendi a frase de Sócrates quando lhe preparavam a cicuta e ele tirava uma ária da flauta. E lhe perguntaram:_Para que lhe servirá essa ária? Ao que ele respondeu:_ Para aprender essa última ária antes de morrer. Era por isso que sempre gostei de ler, para aprender aquilo que o livro tinha para me oferecer e que poderia me trazer alívio imediato da busca em que me empreendia...